HISTÓRIA DO GRUPO

 

 

O GEBio tem sua origem na pesquisa feita para Braskem em 2009 sobre inovações na utilização de matérias-primas renováveis. Esse estudo contribuiu para a montagem do Roadmap Braskem, base do planejamento tecnológico da empresa em química de renováveis. O artigo “Roadmap Tecnológico em Matérias-Primas Renováveis: Uma Base para a Construção de Políticas e Estratégias no Brasil”, Paulo Coutinho e José Vitor Bomtempo, descreve a construção da ferramenta. Nos anos seguintes, diversos trabalhos em torno dos desafios de inovação no uso moderno dos recursos biológicos renováveis foram consolidando uma linha de reflexão e acumulando conhecimentos no assunto.

 

Em 2010, foi publicado o livro Química Verde no Brasil 2010-2030. No capítulo 8, Bioprodutos, Biocombustíveis e Biorrefino, José Vitor Bomtempo discutia a dinâmica de desenvolvimento da indústria baseada em biomassa. Ainda em 2010, iniciou-se a publicação no blog Infopetro da série de artigos O Futuro dos Biocombustíveis. Nesses artigos foi se delineando uma visão que, sem excluir os biocombustíveis, centrava cada vez mais a análise na exploração diversificada da biomassa, ampliando o leque de produtos almejados. Essa perspectiva levou à necessidade de ampliar a discussão passando dos biocombustíveis à Bioeconomia. Assim, a série O Futuro dos Biocombustíveis foi encerrada em 2013 e iniciada uma nova série de artigos: Construindo a Bioeconomia.

 

Também em 2010 foi criada na pós-graduação da Escola de Química uma nova disciplina: Economia das Matérias-primas Renováveis que vem sendo oferecida regularmente desde então. Por essa disciplina já passaram mais de 50 alunos de mestrado e doutorado da Escola de Química, do Instituto de Economia e da COPPE.

 

Em 2011, tivemos a oportunidade trabalhar num outro estudo para a Braskem: Avaliação das perspectivas de evolução tecnológica e competitiva do PLA e entrada em novas aplicações e mercados. Pela primeira vez reunimos a equipe que foi o núcleo criador do GEBio: os professores José Vitor Bomtempo e Flávia Alves e o então doutorando Fábio Oroski. Nesse trabalho, tivemos a certeza de que uma linha de pesquisa se abria e que a estruturação de um grupo de pesquisa se justificava: nascia o GEBio, Grupo de Estudos em Bioeconomia da Escola de Química da UFRJ.